terça-feira, 30 de abril de 2013


19/03/2013 - 44.363 km. 
Chegou o dia que não queríamos que chegasse, a viagem terminou. Tentamos esticar ao máximo os 80 km que nos separavam de Osorno, viajamos a 60 km/h, paramos em um museu do automóvel  muito interessante, que além de carros antigos tinham algumas motos e máquinas de fotografia, geladeiras, fogões, utensílios variados da década de 30/40/50, uma verdadeira viagem na história.
Aproveitamos e almoçamos lá mesmo, numa lanchonete em que um senhor nos atendeu de uma forma interessantíssima: ele fazia tudo que solicitamos, do suco a uma comida bem gostosa de uma forma rápida e atenciosa. 
Por fim chegamos à Osorno e fomos direto a loja da Motoaventura para os procedimentos finais: checagem das motos, entregar os documentos, enfim, nos separar definitivamente de nossas bravas companheiras!
Então como dispúnhamos de mais dois dias antes de nossa volta para casa, alugamos uma SUV e fomos para Puerto Varas, uma belíssima cidadezinha distante uns 90 Km. de Osorno, onde ficamos em um  Hotel Casino *****.
Chegamos e logo após um belo banho na saúna do hotel, fomos jantar em um restaurante muito interessante e de um serviço e comidas muito bons onde fizemos uma retrospectiva de nossa viagem relembrando os momentos únicos que havíamos passados juntos, foi muito bom.
Logo de manhã partimos rumo ao Vulcão de Osorno para visitarmos o dito cujo que proporciona por sua altitude, uma visão ímpar da região. O problema é que uma cerração muito forte e um frio de -1º nos pegou de surpresa e não vimos absolutamente nada a não ser o receptivo do local onde tomamos um chocolate quente e voltamos para nosso hotel, uma pena mesmo.
Mias uma noite na cidade e voltamos a Osorno para pegarmos nosso voo de volta a Santiago e de lá a Buenos Aires, onde chegamos de madrugada e tomamos nosso voo para São Paulo pela manhã e chegamos em casa na parte da tarde do dia 22/03/2013.
Fomos recebidos por nossas saudosas esposas/namorada com abraços e beijos carinhosos, estava cumprida nossa bem sucedida expedição Carretera Austral que já faz parte de nossa memória.
Ford T

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Caixa de música


Romisetta


Stúdio fotográfico


Devolvendo as motos.








quarta-feira, 24 de abril de 2013






18/03/2013- 44.175 km.
Decidimos não ficar os dois dias programados para Bariloche, e sim conhecermos Villa La Angostura, cidade que no inverno é local de prática de esqui e no verão é um belo lugar de se praticar a pesca de truta, canoagem, esqui aquático, pois está situada as margens de um lago maravilhoso.  Surpreendeu-nos a cidade, que achamos mais bonita e aconchegante que Bariloche, lojinhas legais, restaurantes transados, uma verdadeira cidade para turistas; a rua principal é bem movimentada e organizada o que  nos permitiu conhecer variadas opções do que poderíamos comprar . Almoçamos num restaurante legal, a truta estava deliciosa, mas o atendimento deixou a desejar. Que pena, estava encantado com a cidade.
Mais uma vez alfândega, Argentina e depois Chile, com direito a sacanagem de agente da Argentina para com o Estevão.
Finalizamos o dia chegando ao Parque de Puyehue, num hotel com piscinas térmicas, água quente em um ambiente frio, foi muito legal, onde relaxamos bem até o início da noite. Como não tínhamos opção, jantamos no hotel um jantar mediano comparado com as delícias de noites anteriores! Dormimos em uma  cabaña bem interessante com dois pavimentos a beira de uma mata, foi a primeira vez que usamos este tipo de acomodação, muito boa, limpa, quentinha e confortável e barata.

17/03/2013 – 43.854 km
Por sugestão dos donos do hotel e como o nosso trecho previsto até Bariloche era de apenas 280 km, resolvemos mudar um pouco e visitar o Parque nacional de Los Alerces.
Foi muito acertado, pois o parque é lindíssimo. Fomos devagar, curtindo novamente o rípio, uma estradinha estreita margeando uma mata e do outro lado lagos e pousadas aconchegantes, lugar maravilhoso e que nos deixou saudades e vontade de lá retornar. Até que, por sugestão do Estevão, entramos numa estradinha menor e que nos levou às margens do lago Krueger. Que coisa mais linda, água transparente e azul turquesa intensa, gelada e calma. Estevão, André e Evandro resolveram tomar banho na água gelada, que coragem!!!. Mas não aguentaram muito, pelo frio da água, porém dizem ter sido uma experiência inigualável .
O último percurso foi muito tranquilo até Bariloche, bonitas paisagens, campos de pastagens e um belo lago de águas azuis que margeamos. Bariloche foi um pouco decepcionante para nós. Esperávamos uma cidade mais charmosa e aconchegante, encontramos uma cidade grande e movimentada, tudo bem, não é inverno, mas será que melhora nesse período?
A entrada na cidade já foi decepcionante, entramos pela rodovia que passa no meio de um lixão fedido, depois passamos por um subúrbio feio até chegarmos ao centro da cidade. Não me chamou a atenção em nada.
Nesse momento me dei conta que toda a parte pesada da viagem tinha passado e que estava próximo demais o fim.




















16/03/2013: 43.270 km
Noite fria mais uma vez, sem calefação, só cobertas para nos proteger..
Mais um dia maravilhoso de viagem pela frente, vamos lá.
Tomamos um café da manhã bem reforçado na loja de conveniência de um posto da Petrobrás. Saímos de Coyaique e pegamos o que seria o nosso último trecho de rípio, um percurso de 200 km até Rio Mayo na Argentina. O rípio estava tranquilo bem firme até a fronteira, passamos pela aduana Chilena e logo depois dela sentimos, mais uma vez, que na Argentina é sempre mais complicado ( não é implicância não! ), pior.
Na alfândega Argentina foi novamente mais demorado, sem informações que pudessem abreviar nosso tempo de parada e finalmente pegamosmos novamente na estrada. Em alguns momentos deu para desenvolver uma boa velocidade, porém em outros a pilotagem foi difícil, pois o rípio estava solto, fundo e traiçoeiro, e rípio já se sabe, não perdoa erros, cobra de imediato todos cometidos!. Mas apesar disso o vencemos e chegamos ao nosso destino determinado l para abastecer as motos.
Saímos de lá com a perspectiva de asfalto até Esquel, onde passaríamos a noite. No início o asfalto estava mal cuidado, viajamos pela Ruta 12, e novamente pela Ruta 40 mais uma vez. Paisagens desérticas, retas intermináveis e cansativas, principalmente pela associação com vento. Vimos algumas ovelhas e emas à beira da estrada. Em alguns lugares não há cercas à margem das estradas e os animais andam por elas, diferente do Brasil, e há mata-burros pela estrada.
Mandamos ver nas motos e o reflexo foi o alto consumo, com algumas 650 acendendo o sinal de reserva quase 40 km antes da nossa parada de abastecimento prevista, o que forçou a uma pilotagem a 70-80 km/h nesse último período. Finalmente chegamos e com as motos beirando a pane seca! Esquel, uma cidade turística, na verdade uma estação de esqui no inverno, simpática, aconchegante, hotéis charmosos. Uma bela surpresa. Hospedamos-nos no Hotel Sur Sur, que pertence a um casal de simpáticos motociclistas que já rodou muito por esse mundão a julgar pelas fotos nas paredes do restaurante do hotel.  Fomos  atendidos pelos próprios na recepção e ganhamos  como brindes uns adesivos da Ruta 40. Motoqueiros sabem das coisas!
Jantamos no restaurante Don Chiquinho, agradabilíssimo e a comida é deliciosa, recomendo.

15/03/2013: 42.972 km
 -1 grau lá fora, ai de nós se não fossem o aquecedor de mãos e as nossas roupas adequadas. Durante a noite discutimos muito sobre que caminho seguir pelo tempo que dispúnhamos para este trecho da viagem









 e decidimos fazer o seguinte: 
177 km de rípio pesado até Chile Chico uma bela cidadezinha às margens do Lago General Carrera, seguindo de balsa por aproximadamente duas horas e meia de travessia até Puerto Ibañez e depois, mais 117 km de asfalto até Coyaique onde estava previsto nosso pouso. 
Assim o fizemos. Para mim foi o trecho que rípio mais belo, passamos por duas pequenas cidadezinhas as margens de um rio e de um lago belíssimo de nome Lago Kruger. 
Caminho lindo e difícil, sobe e desde de montanha com vista maravilhosa, precipícios do lado e curvas que mais pareciam caracóis, gastamos umas 4 h para fazer este percurso pois queríamos tirar o mais possível daquela estrada realmente bela em todos os sentidos. Cheguei esgotado a Chile Chico, bela cidade, abastecemos e fomos procurar o escritório onde poderíamos comprar os bilhetes da travessia, lá fomos informados que a venda se daria apenas meia hora antes do embarque. Fomos então providenciar nosso almoço e encontramos uma lanchonete muito bem arrumadinha com sanduíches fantásticos e sucos idem, foi realmente uma bela refeição. Conhecemos dois australianos que viajavam de moto BMW GS 800,e  já estavam na estrada a quase um ano e um deles já estava próximo a voltar enquanto o outro iria mais um ano de viagem. 
Reclamando do pouco tempo para viajar, é mole??? Tivemos que esperar até as 3 horas para sermos atendidos e qual foi a nossa surpresa quando lá chegamos fomos informados de que provavelmente não haveria lugar para embarcamos pois já estaria lotada. Foram 30 minutos de espera angustiante, mas finalmente nos deixaram embarcar e fizemos uma calma, linda e relaxante travessia de balsa num lago de coloração azul turquesa, transparente e calma. Ao chegarmos a Puerto Ibañez pegamos mais 117 km de asfalto. A paisagem havia mudado, a aridez deu lugar às pastagens com montes de feno nas fazendas, estrada cheia de curvas, de repente a temperatura caiu, nos pegou um frio que eu não esperávamos naquele momento. 
Nos últimos kilometros para chegarmos na cidade o trânsito se intensificou o que nos obrigou a ficarmos bem alertas pois realmente foi um momento complicado. Por fim chegamos a Coyaique, não vimos beleza, as ruas pareciam ruas da Índia com carros velhos e trânsito movimentado e desorganizado, uma verdadeira bagunça. Procuramos hospedagem e só encontramos opções caras, por fim uma senhora que estava num ponto de ônibus nos levou até uma case de família que alugava cômodos no andar de cima, como se fosse um albergue para mochileiros a 10.000 pesos (40 R$) não houve dúvidas, era ali mesmo. O mais difícil foi o banho. O banheiro do andar de baixo não tinha água quente e o de cima não nos cabia, tudo bem era o que tínhamos conseguido, foi o jeito.
Jantamos num pequeno restaurante na mesma rua, no momento não demos muito valor a ele  mas a comida nos impressionou. Comemos um filé ao molho de roquefor fantástico, acompanhado de um excelente vinho !!!