13/03/2013 -42520 km.
O desafio de hoje era o próximo trecho com muito rípio solto
e a travessia da fronteira pelo Paço Roballo,
acredito que foi o trecho mais difícil até o momento, pois saímos da Ruta 40 e pegamos a Ruta 41, ainda nova e sem nenhum movimento o que deixava o piso ainda mais traiçoeiro, com muitas pedras soltas e buracos enormes, no início brindado por paisagens maravilhosas.
Logo na saída, após 15 km, o pneu dianteiro da moto do
Evandro estava seco, paramos para dar uma verificada no que havia acontecido e
o pior aconteceu, quando olhamos a roda, ela estava amassada e trincada!
Tiramos as ferramentas e sacamos a roda da moto, imaginem cinco pessoas
tentando desmontar o pneu para colocarmos uma câmara de ar ....., palpites mil,
tentativas idem, após quase uma hora de tentativas frustradas, alguém sugeriu o mais correto para o momento, buscar
ajuda numa borracharia.
Mas onde seria?? Numa ultima tentativa, pedimos
ferramentas ao pessoal que trabalha na pavimentação da Ruta 40 para tentar
consertar, tudo em vão. Tivemos informação por um argentino em um carro, que em
Bajo Caracoles havia uma borracharia aberta, o que nos deixou bem animados em
resolver nosso problema.
O Evandro pegou uma carona em um caminhão que transportava
equipamentos de uma empreiteira para Bajo Caracoles e o André foi de moto para
buscá-lo e tentar consertar lá. Para nossa surpresa havia uma borracharia
montada, com um borracheiro extremamente ignorante, mas resolveu nosso problema o que realmente nos interessava, voltaram e
montamos o pneu na moto para seguirmos nossa viagem - saldo: atraso de 3 horas.
A paisagem mudou por alguns Km, um vale verde, belíssimo,
lagos de água azul, pequenos rios, guanacos saltando na frente da moto, tivemos
que ter muito cuidado.
Aduanas mais uma vez, vale ressaltar que é impressionante a diferença do
preparo, educação e nível cultural dos agentes da Argentina em relação ao
Chile, sendo estes os melhores, nisso foi mais de uma hora perdida.
No final do dia chegamos Cochrane, enfim civilização. Cidade
de 3000 habitantes, linda.
Nos hospedamos no Hotel Wellmann da Sra. Sara, uma pessoa muito agradável e dinâmica.
Após um belo banho quente e uns momentos de descanso fomos fazer o que mais nos agradava no fim da jornada: relembrar os fatos marcantes do dia, saboreando um bom vinho e excelentes cervejas da região.
Jantamos no Ada's, comida boa e atendimento diferenciado, a Sra. que nos atendeu era simpaticíssima, foram momentos extremamente agradáveis.
Devido ao atraso tivemos que cortar Villa O'Higgins do
projeto.





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