quarta-feira, 24 de abril de 2013


15/03/2013: 42.972 km
 -1 grau lá fora, ai de nós se não fossem o aquecedor de mãos e as nossas roupas adequadas. Durante a noite discutimos muito sobre que caminho seguir pelo tempo que dispúnhamos para este trecho da viagem









 e decidimos fazer o seguinte: 
177 km de rípio pesado até Chile Chico uma bela cidadezinha às margens do Lago General Carrera, seguindo de balsa por aproximadamente duas horas e meia de travessia até Puerto Ibañez e depois, mais 117 km de asfalto até Coyaique onde estava previsto nosso pouso. 
Assim o fizemos. Para mim foi o trecho que rípio mais belo, passamos por duas pequenas cidadezinhas as margens de um rio e de um lago belíssimo de nome Lago Kruger. 
Caminho lindo e difícil, sobe e desde de montanha com vista maravilhosa, precipícios do lado e curvas que mais pareciam caracóis, gastamos umas 4 h para fazer este percurso pois queríamos tirar o mais possível daquela estrada realmente bela em todos os sentidos. Cheguei esgotado a Chile Chico, bela cidade, abastecemos e fomos procurar o escritório onde poderíamos comprar os bilhetes da travessia, lá fomos informados que a venda se daria apenas meia hora antes do embarque. Fomos então providenciar nosso almoço e encontramos uma lanchonete muito bem arrumadinha com sanduíches fantásticos e sucos idem, foi realmente uma bela refeição. Conhecemos dois australianos que viajavam de moto BMW GS 800,e  já estavam na estrada a quase um ano e um deles já estava próximo a voltar enquanto o outro iria mais um ano de viagem. 
Reclamando do pouco tempo para viajar, é mole??? Tivemos que esperar até as 3 horas para sermos atendidos e qual foi a nossa surpresa quando lá chegamos fomos informados de que provavelmente não haveria lugar para embarcamos pois já estaria lotada. Foram 30 minutos de espera angustiante, mas finalmente nos deixaram embarcar e fizemos uma calma, linda e relaxante travessia de balsa num lago de coloração azul turquesa, transparente e calma. Ao chegarmos a Puerto Ibañez pegamos mais 117 km de asfalto. A paisagem havia mudado, a aridez deu lugar às pastagens com montes de feno nas fazendas, estrada cheia de curvas, de repente a temperatura caiu, nos pegou um frio que eu não esperávamos naquele momento. 
Nos últimos kilometros para chegarmos na cidade o trânsito se intensificou o que nos obrigou a ficarmos bem alertas pois realmente foi um momento complicado. Por fim chegamos a Coyaique, não vimos beleza, as ruas pareciam ruas da Índia com carros velhos e trânsito movimentado e desorganizado, uma verdadeira bagunça. Procuramos hospedagem e só encontramos opções caras, por fim uma senhora que estava num ponto de ônibus nos levou até uma case de família que alugava cômodos no andar de cima, como se fosse um albergue para mochileiros a 10.000 pesos (40 R$) não houve dúvidas, era ali mesmo. O mais difícil foi o banho. O banheiro do andar de baixo não tinha água quente e o de cima não nos cabia, tudo bem era o que tínhamos conseguido, foi o jeito.
Jantamos num pequeno restaurante na mesma rua, no momento não demos muito valor a ele  mas a comida nos impressionou. Comemos um filé ao molho de roquefor fantástico, acompanhado de um excelente vinho !!!

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