15/03/2013: 42.972 km
-1 grau lá fora, ai
de nós se não fossem o aquecedor de mãos e as nossas roupas adequadas. Durante
a noite discutimos muito sobre que caminho seguir pelo tempo que dispúnhamos para este trecho da viagem
e decidimos fazer o seguinte:
177 km de rípio pesado até Chile Chico uma bela cidadezinha às margens do Lago General Carrera, seguindo de balsa por aproximadamente duas horas e meia de travessia até Puerto
Ibañez e depois, mais 117 km de asfalto até Coyaique onde estava previsto nosso pouso.
Assim o fizemos. Para mim
foi o trecho que rípio mais belo, passamos por duas pequenas cidadezinhas as
margens de um rio e de um lago belíssimo de nome Lago Kruger.
Caminho lindo e difícil, sobe e desde de montanha com vista
maravilhosa, precipícios do lado e curvas que mais pareciam caracóis, gastamos
umas 4 h para fazer este percurso pois queríamos tirar o mais possível daquela estrada realmente bela em todos os sentidos. Cheguei esgotado a Chile Chico, bela cidade,
abastecemos e fomos procurar o escritório onde poderíamos comprar os bilhetes da travessia, lá fomos informados que a venda se daria apenas meia hora antes do embarque. Fomos então providenciar nosso almoço e encontramos uma lanchonete muito bem arrumadinha com sanduíches fantásticos e sucos idem, foi realmente uma bela refeição. Conhecemos dois
australianos que viajavam de moto BMW GS 800,e já estavam na estrada a
quase um ano e um deles já estava próximo a voltar enquanto o outro iria mais
um ano de viagem.
Reclamando do pouco tempo para viajar, é mole??? Tivemos que esperar até as 3 horas para sermos atendidos e qual
foi a nossa surpresa quando lá chegamos fomos informados de que provavelmente
não haveria lugar para embarcamos pois já estaria lotada. Foram 30 minutos de
espera angustiante, mas finalmente nos deixaram embarcar e fizemos uma calma,
linda e relaxante travessia de balsa num lago de coloração azul turquesa,
transparente e calma. Ao chegarmos a Puerto Ibañez pegamos mais 117 km de
asfalto. A paisagem havia mudado, a aridez deu lugar às pastagens com montes de
feno nas fazendas, estrada cheia de curvas, de repente a temperatura caiu, nos
pegou um frio que eu não esperávamos naquele momento.
Nos últimos kilometros para chegarmos na cidade o
trânsito se intensificou o que nos obrigou a ficarmos bem alertas pois realmente foi um momento complicado. Por fim
chegamos a Coyaique, não vimos beleza, as ruas pareciam ruas da Índia com carros velhos
e trânsito movimentado e desorganizado, uma verdadeira bagunça. Procuramos hospedagem e só encontramos opções caras,
por fim uma senhora que estava num ponto de ônibus nos levou até uma case de
família que alugava cômodos no andar de cima, como se fosse um albergue para
mochileiros a 10.000 pesos (40 R$) não houve dúvidas, era ali mesmo. O mais
difícil foi o banho. O banheiro do andar de baixo não tinha água quente e o de
cima não nos cabia, tudo bem era o que tínhamos conseguido, foi o jeito.
Jantamos num pequeno restaurante na mesma rua, no momento
não demos muito valor a ele mas a comida
nos impressionou. Comemos um filé ao molho de roquefor fantástico, acompanhado de um excelente vinho !!!










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